Newsletter

Maio-julho 2026

Newsletter Nacional UAARE maio 2026 - julho 2026

Mensagem do Coordenador Nacional

Vitor

O ano letivo de 2025-2026 ficará, certamente, na história do Programa UAARE como um dos mais marcantes do seu percurso. A consolidação da Rede Nacional UAARE, o reforço da qualidade do acompanhamento aos alunos-atletas, a integração do Programa no Plano Nacional de Desenvolvimento Desportivo, a conclusão do Projeto-Piloto UAARE Superior e a preparação do futuro Programa Nacional UAARE constituem conquistas de enorme relevância para a educação e para o desporto em Portugal.

Contudo, importa afirmar com toda a convicção que estes resultados não pertencem a uma pessoa nem a uma coordenação. São o reflexo do trabalho diário, competente, dedicado e apaixonado de todas as equipas que, em cada escola UAARE, transformam diariamente os princípios da carreira dupla em oportunidades reais para centenas de alunos-atletas.

Cada diretor e diretora de escola que acreditou neste programa, cada professor acompanhante, cada diretor de turma, cada psicólogo, cada interlocutor desportivo, cada técnico e cada profissional que integra as equipas UAARE contribuiu, de forma decisiva, para que o Programa continuasse a crescer com qualidade, inovação e reconhecimento nacional e internacional.

Da mesma forma, os progressos alcançados resultam igualmente do extraordinário compromisso das equipas nacionais UAARE, cuja competência técnica, capacidade de inovação, disponibilidade permanente e espírito de missão permitiram desenvolver novos instrumentos, reforçar a monitorização, criar soluções digitais, apoiar as escolas, construir o modelo UAARE Superior e preparar as bases do futuro Programa Nacional UAARE.

As conquistas que hoje celebramos são, por isso, o resultado de uma verdadeira comunidade de prática, assente na confiança, na colaboração, na partilha de conhecimento e na convicção de que é possível conciliar o sucesso académico com a excelência desportiva. Ao longo deste ano letivo voltámos a demonstrar que, quando trabalhamos em conjunto, somos capazes de ultrapassar desafios, antecipar soluções e construir respostas cada vez mais eficazes para os nossos alunos-atletas e estudantes-atletas.

Este espírito coletivo constitui, sem dúvida, a maior força do Programa UAARE. É ele que explica o reconhecimento crescente das nossas práticas, a confiança das famílias, das federações, dos clubes, das instituições de ensino superior e das diferentes entidades públicas. É ele que nos permite olhar para o futuro com ambição, responsabilidade e confiança.

Agora inicia-se um novo ciclo. Os desafios que temos pela frente são exigentes, mas também representam uma oportunidade única para consolidarmos uma política pública cada vez mais forte, integrada e inovadora. O ano letivo de 2026-2027 será determinante para continuarmos este caminho de crescimento, reforçando a qualidade das respostas, alargando o impacto do Programa e concretizando a visão de uma carreira dupla verdadeiramente integrada ao longo de todo o percurso educativo.

Por isso, a mensagem é simples, mas profundamente sentida: estamos todos convocados para 2026-2027. Cada escola, cada equipa, cada profissional continuará a ser indispensável nesta missão coletiva.
Porque o sucesso do Programa constrói-se todos os dias, em cada escola e em cada equipa.

Obrigado por serem UAARE.


SOMOS TODOS UAARE.

O Coordenador Nacional do Programa UAARE

Victor Manuel de Oliveira Maia Pardal

Nota Introdutória

Chegamos ao final de mais um ano letivo e de mais uma época desportiva repleta de trabalho, desafios superados e sucessos alcançados. Foi um ano marcado pela dedicação dos nossos alunos-atletas, pelo compromisso das escolas UAARE e pelo envolvimento de todos aqueles que, diariamente, contribuem para tornar possível a conciliação entre a excelência desportiva e o sucesso académico.

Esta última edição da Newsletter Nacional UAARE procura refletir um pouco dessa realidade. Ao longo das páginas que se seguem, damos voz a diferentes protagonistas da comunidade UAARE, conhecemos melhor o papel fundamental dos Professores Acompanhantes, escutamos a perspetiva da Federação Portuguesa de Natação e destacamos percursos inspiradores de alunos-atletas que, através do seu empenho e dedicação, continuam a demonstrar o valor da carreira dual.

Num ano particularmente rico em resultados, dedicamos também um espaço ao reconhecimento de algumas das conquistas nacionais e internacionais alcançadas pelos nossos alunos-atletas, bem como a distinções que prestigiam o Programa UAARE e reforçam o seu reconhecimento público. São exemplos que nos orgulham e que testemunham a qualidade do trabalho desenvolvido em toda a rede.

Nesta edição, procuramos igualmente valorizar aquilo que acontece diariamente nas escolas UAARE, através da partilha de boas práticas que merecem ser conhecidas e divulgadas. Acreditamos que a partilha de experiências constitui uma das formas mais eficazes de fortalecer a rede e de promover a melhoria contínua das respostas oferecidas aos alunos-atletas.

Teremos ainda a oportunidade de conhecer melhor uma das escolas que integra o Programa UAARE, através de uma entrevista ao Diretor do Agrupamento de Escolas de Ponte de Sor, permitindo-nos compreender melhor a realidade local, os desafios enfrentados e o trabalho desenvolvido em prol dos seus alunos-atletas.

Esta edição não poderia igualmente deixar de assinalar o encerramento do Centro de Treino de Basquetebol de Ponte de Sor. Após um percurso marcado por importantes contributos para o desenvolvimento de jovens atletas e para a afirmação da carreira dual, chega o momento de encerrar um ciclo. Fazemo-lo com reconhecimento pelo caminho percorrido e com a confiança de que a experiência adquirida constituirá uma base sólida para os desafios e oportunidades que o futuro certamente trará.

Ao concluirmos mais um ano letivo, renovamos uma vez mais o nosso reconhecimento e agradecimento a todos os alunos-atletas, professores acompanhantes, equipas multidisciplinares, psicólogos, treinadores, clubes, federações, famílias, direções escolares e parceiros institucionais. A todos os que fazem parte desta comunidade, deixamos uma palavra de felicitação pelo trabalho realizado e pelos sucessos alcançados. Que o futuro continue a ser construído com a mesma ambição, dedicação e espírito de cooperação que caracterizam a família UAARE.

SEAM ND

Notícias UAARE em destaque

Nesta secção, incluímos as notícias publicadas no site UAARE. Consulte todas as notícias aqui.

A UAARE nos media

Nesta secção, incluímos referências nos media ao trabalho das UAARE e dos seus alunos-atletas.

UAARE reforça alcance, resultados e apoio aos alunos-atletas em 2025-2026

Os resultados globais da UAARE – Unidade de Apoio ao Alto Rendimento na Escola relativos ao ano letivo 2025-2026 evidenciam um crescimento significativo da rede, do número de alunos-atletas acompanhados e dos apoios disponibilizados, mantendo-se simultaneamente elevados níveis de desempenho escolar.

No ano letivo de 2025-2026, a rede UAARE acompanhou 1 626 alunos-atletas, um aumento, próximo de 19%, que foi acompanhado pelo alargamento da rede de 25 para 27 escolas UAARE, confirmando o reforço da capacidade de resposta do programa a nível nacional.

Ao nível dos indicadores escolares ocorreu uma evolução muito positiva. A taxa de desempenho passou de 96,70% para 97,10%, enquanto a percentagem de alunos com classificação positiva em todas as disciplinas aumentou de 81,50% para 83,26%.

O crescimento do número de alunos-atletas acompanhados refletiu-se igualmente na dimensão da resposta educativa. As ausências à escola aumentaram de cerca de 115 mil para 125 mil, um dado associado às exigências próprias da participação em treinos, estágios e competições. Em paralelo, os apoios pedagógicos cresceram de aproximadamente 44 mil em 2024/2025 para 54 mil no ano letivo 2025/2026, o que representa um aumento superior a 22%. Os apoios e intervenções de natureza psicopedagógica passaram de cerca de 26 mil para 39 mil, registando um acréscimo de aproximadamente 50%.

A diversidade do universo desportivo da UAARE manteve-se igualmente expressiva. Em 2025-2026 estiveram representadas 54 modalidades, envolvendo 406 clubes. O número de interlocutores desportivos aumentou de 473 para 522, reforçando a articulação entre escolas, clubes, federações, famílias e restantes estruturas de apoio à carreira dupla.

No plano desportivo, os dados de 2025-2026 registam cerca de três mil participações internacionais e aproximadamente duas mil chamadas às seleções nacionais. Os resultados incluem ainda 51 lugares de pódio mundial, 108 lugares de pódio europeu e cerca de dois mil lugares de pódio nacional.

Globalmente, os resultados demonstram que a UAARE continua a crescer assegurando ano após ano a qualidade do acompanhamento escolar quando o reflexo na excelência dos resultados académicos e desportivos. O aumento do número de alunos-atletas, escolas, clubes, interlocutores e apoios prestados confirma a consolidação de uma rede cada vez mais abrangente e preparada para responder aos desafios da conciliação entre o sucesso educativo e o alto rendimento desportivo.

Resultados

Aconteceu ... e queremos dar a conhecer

Ao longo do ano letivo acontecem iniciativas, projetos, encontros e conquistas que marcam o percurso e a identidade do Programa UAARE. Nesta rubrica reunimos alguns desses momentos, que pela relevância que assumem para toda a comunidade UAARE, merecem ser conhecidos, partilhados e valorizados, porque ajudam a construir a história coletiva de um programa que continua a crescer e a fazer a diferença.

UAARE distinguida com Reconhecimento Especial nos Prémios Europeus do Setor Público

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A Unidade de Apoio ao Alto Rendimento na Escola (UAARE) foi distinguida com um Reconhecimento Especial na 10.ª edição do European Public Sector Award (EPSA), uma das mais prestigiadas iniciativas europeias dedicadas à valorização da inovação e da excelência na administração pública.

A distinção reconhece o impacto sustentável e a relevância do programa na promoção da carreira dual, destacando o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos em prol da conciliação entre o sucesso académico e o alto rendimento desportivo. Na comunicação oficial, a organização do EPSA sublinhou a capacidade da UAARE para gerar resultados consistentes e duradouros, afirmando-se como uma resposta pública de referência.

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Este reconhecimento dá continuidade ao percurso internacional da UAARE, que já havia sido distinguida em 2019 com o Certificado de Boas Práticas do EPSA. A nova distinção reforça a validade de um modelo assente na cooperação entre escolas, professores acompanhantes, equipas multidisciplinares, federações, clubes, famílias e entidades parceiras.

Mais do que um prémio institucional, esta distinção representa o trabalho, a dedicação e o compromisso de toda a comunidade UAARE. É também um incentivo para continuar a inovar e a criar condições que permitam aos alunos-atletas desenvolver plenamente o seu potencial académico, desportivo e pessoal.

A cerimónia oficial de entrega dos prémios terá lugar entre 23 e 25 de setembro de 2026, em Maastricht, nos Países Baixos.

UAARE reconhecida com Prémio Excelência “Carreira Dual”

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A promoção da carreira dual em Portugal voltou a merecer reconhecimento público com a atribuição do Prémio Excelência “Carreira Dual – O Sucesso Além das Quatro Linhas” a Victor Pardal, Coordenador Nacional da UAARE, no âmbito do I Congresso Internacional de Futebol – ISCIA Aveiro 2026.

A distinção destaca o trabalho desenvolvido pela UAARE na criação de condições que permitem aos alunos-atletas conciliar, de forma equilibrada, as exigências da prática desportiva de elevado rendimento com o seu percurso académico. Trata-se de um reconhecimento da relevância crescente da carreira dual como fator essencial para o desenvolvimento integral dos jovens atletas.

O congresso reuniu especialistas, investigadores, dirigentes e profissionais do desporto para debater temas centrais ligados ao futebol, à formação, ao alto rendimento e à gestão de carreiras, constituindo um importante espaço de reflexão e partilha de conhecimento.

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Mais do que uma distinção individual, este prémio simboliza o esforço coletivo de toda a comunidade UAARE — alunos-atletas, professores acompanhantes, equipas SEAM, psicólogos, escolas, federações, clubes, famílias e parceiros institucionais — que diariamente contribuem para o sucesso de um modelo reconhecido pela sua capacidade de promover simultaneamente a excelência académica e desportiva.

Este reconhecimento reforça a importância do caminho percorrido pela UAARE e constitui mais um incentivo para continuar a valorizar a educação como parte integrante do desenvolvimento dos atletas portugueses.

 

À Conversa com o Professor Acompanhante: dar voz a um pilar do programa UAARE

Dando continuidade a esta rubrica, reafirma-se a importância de manter viva a atenção sobre o papel do Professor Acompanhante (PA), enquanto elemento estruturante do funcionamento do programa UAARE. A experiência acumulada ao longo do tempo tem vindo a demonstrar que o impacto deste profissional não se esgota na resolução pontual de problemas ou na gestão de conflitos de horários, mas estende-se a uma intervenção contínua, silenciosa e profundamente estratégica no percurso dos alunos-atletas.

Ao longo do ano letivo, o PA acompanha trajetórias marcadas por exigência constante, onde a pressão do rendimento desportivo convive diariamente com as responsabilidades escolares. Nesse equilíbrio delicado, o seu trabalho revela-se decisivo, não apenas na mediação entre diferentes contextos, mas sobretudo na criação de condições para que o aluno se mantenha estável, motivado e capaz de construir um percurso consistente em ambas as dimensões.

A continuidade desta rubrica permite, precisamente, aprofundar esse reconhecimento. Cada testemunho partilhado acrescenta novas perspetivas sobre práticas concretas, dificuldades superadas e estratégias desenvolvidas no terreno. Mais do que uma apresentação genérica de funções, trata-se de dar visibilidade a uma atuação que se constrói na proximidade, na escuta ativa e na capacidade de decisão ajustada a realidades muito diversas.

Nesta edição, volta-se assim a abrir espaço à voz de um Professor Acompanhante, reforçando a ideia de que o seu contributo não é circunstancial, mas sim permanente e estruturante. Ao dar continuidade a esta partilha, a Newsletter UAARE cumpre também o seu propósito essencial: valorizar todos os que, de forma direta ou indireta, tornam possível a conciliação entre o sucesso escolar e o alto rendimento desportivo.

CéliaÀ Conversa com a Professora Acompanhante Célia Rodrigues, ESPAMOL

Na sua perspetiva, qual é o maior desafio da carreira dual?

O maior desafio passa, muitas vezes, por gerir expectativas frustradas e a enorme pressão que os próprios alunos-atletas colocam sobre si mesmos, tanto ao nível académico como desportivo. No fundo, trata-se de gerir sonhos, equilibrar conquistas e deceções, altos e baixos, vitórias e frustrações. É fundamental compreender que o sucesso não é linear e que haverá sempre momentos mais difíceis, obstáculos e até desilusões. O mais importante é acreditar, trabalhar sempre com dedicação e resiliência, percebendo que nada na vida é garantido e que o crescimento acontece, muitas vezes, precisamente nos momentos mais desafiantes.

Que papel assume a escola nesse equilíbrio?

A escola assume um papel absolutamente fundamental – o de acolher, compreender e ajudar a encontrar soluções. Muitas vezes, é preciso serenar, tranquilizar o coração e a alma. Quando a escola trabalha com empatia, flexibilidade e sentido humano, consegue-se fazer verdadeiramente a diferença.

De que forma o acompanhamento individual faz a diferença?

Faz toda a diferença. Na UAARE, cada aluno-atleta não é “mais um número”. Cada um é único e sente que, para nós, é exatamente isso: importante, valorizado e acompanhado. Procuramos estar sempre presentes, ouvir, apoiar e adaptar estratégias às necessidades individuais de cada aluno. Esse sentimento de proximidade e pertença acaba por ser a nossa grande “marca”.

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Quantos alunos integra atualmente a UAARE? (Quantos clubes e modalidades)?

Atualmente, a UAARE AEPAMOL integra 72 alunos-atletas, distribuídos por 11 modalidades: andebol, natação, polo aquático, futebol, surf, canoagem, badminton, ténis, ballet, judo e ciclismo.

Que estruturas de apoio destacaria no vosso agrupamento?

Destacaria, sem dúvida, a SEAM e o apoio psicopedagógico da psicóloga UAARE. A SEAM, através dos professores de apoio UAARE, desenvolve um trabalho extraordinário de acompanhamento individualizado, ajudando os alunos na consolidação, recuperação e até antecipação de aprendizagens. É um apoio essencial para garantir equilíbrio entre a exigência desportiva e académica. 

A psicóloga UAARE desempenha igualmente um papel fundamental, sobretudo ao nível da estabilização emocional, da promoção do bem-estar e do apoio à gestão das carreiras duais dos alunos-atletas.

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Que importância têm as competências socioemocionais neste processo?

Têm uma importância imensa. Recentemente, realizei formação na área da Aprendizagem Socioemocional (Social and Emotional Learning – SEL), no âmbito de um programa Erasmus, e, na sua sequência, tenho dinamizado vários workshops na UAARE com atividades promotoras destas competências.

Nestes workshops, temos trabalhado áreas fundamentais como a gestão emocional, a autorreflexão, a resiliência, a empatia, a comunicação interpessoal, a autoestima, a autonomia, a tomada de decisão responsável e a capacidade de lidar com a pressão, a frustração e os desafios constantes da carreira dual. É fundamental ajudar os alunos-atletas a conhecerem-se melhor e a refletirem sobre o seu percurso, as suas emoções e as suas escolhas… a desenvolverem equilíbrio emocional e a adquirirem ferramentas que lhes permitam enfrentar dificuldades de forma mais consciente e positiva. Estas competências são essenciais não apenas para o sucesso desportivo e académico, mas sobretudo para a vida.

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Que impacto tem este trabalho nos resultados dos alunos?

O impacto é gigantesco. Acredito verdadeiramente que cada pequeno passo conta e produz resultados. Todo este trabalho contribui para o crescimento pessoal, académico e desportivo dos nossos alunos-atletas. Mais do que números ou classificações, vemos jovens mais equilibrados, mais autónomos, mais resilientes e mais conscientes das suas capacidades. E isso acaba por refletir-se naturalmente nos seus resultados e no seu percurso.

Que papel têm as parcerias? (Município ou outras)?

O Município é, sem dúvida, um parceiro muito importante. Está sempre presente, participa nas nossas atividades e possibilita-nos concretizar iniciativas muito significativas para os nossos alunos-atletas. Um exemplo disso é a atividade de final de ano, prevista para o próximo dia 12, com a ida ao parque aquático Slide & Splash, através da oferta de entradas gratuitas pelo Município. Será um momento de confraternização, celebração e reconhecimento de todo o esforço, dedicação e empenho demonstrados ao longo do ano letivo e da época desportiva, envolvendo alunos- atletas e professores da SEAM.

Estas parcerias reforçam o sentimento de comunidade e mostram aos alunos que o seu esforço é valorizado e reconhecido. Isso também os motiva a trabalhar cada vez mais, fomentando um sentido de responsabilidade, compromisso e esforço contínuo.

Como avalia o impacto global do programa UAARE?

O impacto é extremamente positivo. Para além dos muito bons resultados académicos e desportivos dos nossos alunos-atletas, facilmente visíveis nos relatórios UAARE, o programa contribuiu também para fortalecer a identidade do agrupamento.

Hoje existe uma cultura UAARE muito própria, marcada pelo trabalho colaborativo, pela cooperação, pelo orgulho coletivo, pela valorização dos alunos-atletas e por um forte sentimento de pertença. O programa trouxe uma nova dinâmica à escola e ajudou-nos a promover e reforçar a imagem do agrupamento.

Sem querer soar pretensiosa, diria mesmo que contribuiu para a construção de uma escola de referência a nível regional e nacional, reconhecida pelo seu compromisso com o acompanhamento dos alunos-atletas e pela forma como articula exigência, proximidade e humanismo.

Que significado tem, para si, ser Professora Acompanhante?

Quando algum aluno-atleta perde o estatuto por falta de compromisso com o que está definido no âmbito do programa (situações que já aconteceram, embora raras e muito pontuais), sinto naturalmente frustração e tristeza. São momentos que nos tocam de forma especial, porque criamos vínculos e acreditamos profundamente no potencial de cada um.

Vivo-o quase como uma falha pessoal, um sinal de que nem sempre conseguimos chegar onde gostaríamos, apesar de todo o acompanhamento e esforço. Esses momentos levam-nos sempre a refletir, a ajustar práticas e a reforçar o compromisso com cada aluno, porque cada percurso é único e irrepetível.

Que mensagem final gostaria de deixar?

Gostaria que a UAARE continuasse sempre a transformar dificuldades em conquistas, problemas em superação e percursos individuais em histórias de sucesso. Da minha parte, mantenho o compromisso de continuar a contribuir com dedicação, proximidade e sentido de responsabilidade, procurando fazer a diferença em cada percurso, com a convicção de que o verdadeiro crescimento acontece na relação, no acompanhamento e na presença.

Obrigado Célia. Continuação de um excelente trabalho!

 

Vamos conhecer algumas escolas UAARE

Escola

No seguimento do propósito da Newsletter Nacional UAARE de dar visibilidade às escolas que integram esta rede, neste número destacamos o Agrupamento de Escolas de Ponte de Sor. A entrevista ao seu Diretor, Professor Manuel Andrade, permite conhecer mais de perto a realidade desta escola, o seu envolvimento no Programa UAARE e o trabalho desenvolvido na promoção da carreira dual dos seus alunos-atletas.

Agradecemos, desde já, a sua disponibilidade e contributo, que enriquecem a partilha de práticas e reforçam a identidade da UAARE a nível nacional.

AEPS

Entrevista ao Diretor do AE de Ponte de Sor  Professor Manuel Andrade

Andrade

Sobre a integração no Programa UAARE

O AEPS integra o Programa UAARE há já algum tempo. O que motivou a escola a abraçar este projeto?

O Agrupamento de Escolas de Ponte de Sor integrou o Projeto UAARE / CNT em 2017, a Convite da DGE e numa parceria muito próxima com o Município de Ponte de Sor e com a Federação Portuguesa de Basquetebol. Desde o primeiro momento que entendemos que este projeto e as dinâmicas a que este projeto estavam associadas seriam uma mais valia educativa para esta escola e para este Agrupamento de Escolas.

Efetivamente esta expetativa confirmou-se e consolidou-se ao longo dos anos, na medida em que potenciou uma organização educativa em que os alunos diretamente envolvidos e outros que não estavam envolvidos no mesmo acabaram por beneficiar do trabalho desenvolvido nas estruturas de apoio ao funcionamento deste projeto e particularmente no apoio potenciado e desenvolvido no âmbito da SEAM – Sala de Estudo e Aprender Mais.

Por outro lado, o contacto com outros alunos de outros contextos sociais e educativos foi semelhante na medida em que possibilitou aos nossos alunos o contacto social com alunos de contextos diferentes com outras experiências pessoais e educativas.

O esforço permanente de adaptação dos vários serviços do agrupamento de escolas de forma a que grupo de alunos oriundos dos vários pontos do país foi outro aspeto relevante e importante para as dinâmicas e desafios que aconteciam no dia a dia de forma a que estes alunos aqui se sentissem acolhidos e integrados minimizando-se assim o impacto de estarem deslocados de casa. Globalmente entendemos que a participação neste projeto e a presença destes alunos no agrupamento foi uma mais valia para esta comunidade educativa e à qual esta se adaptou de forma muito positiva.

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De que forma a presença da UAARE tem contribuído para a cultura organizacional da escola?

Tal como referido, a participação neste projeto exigiu, em vários domínios, processos de adaptação organizacional necessários ao bom funcionamento do projeto e a integração dos alunos na escola e a todo o apoio que a sua situação exigia. Estas adaptações organizacionais aconteceram a nível logístico, a nível educativo e pedagógico bem como a nível da organização dos horários das turmas onde os alunos estavam,  o que possibilitou uma efetiva conciliação entre a condição de atletas e de estudantes, ou seja, entre a dimensão desportiva e académica.

Nos vários anos em este projeto aqui funcionou foi frequente a constituição de uma equipa de professores integrados na SEAM que se articulavam com os professores dos alunos nas diferentes disciplinas identificando assim as necessidades que os alunos revelavam do ponto de vista educativo e que sempre que possível eram trabalhadas. Também a este nível o projeto apresentou-se como uma mais valia educativa que foi transportada para outros alunos e domínios fora do projeto.

SEAM

Que impacto concreto sente na vida dos alunos-atletas ao nível académico e desportivo?

Foi notório que a dimensão desportiva e a disciplina que daí resulta contribuíram permanentemente para a exigência e rigor que estes alunos colocavam nas suas atividades escolares. Se é certo que o esforço desportivo causava algum cansaço nos alunos, este esforço e estas metodologias eram também transportadas pelos alunos para as dinâmicas a desenvolver na sala de aula e em todo o seu percurso escolar e académico. Entendo que estas duas dimensões contribuíram de forma decisiva e consistente para a formação dos alunos.

Como tem sido a articulação entre direção, coordenador UAARE, professores, clubes e federações (Em particular com a Federação Portuguesa de Basquetebol)?

Em termos globais, e nas situações que o exigem ao longo dos anos, houve uma boa articulação entre os vários agentes envolvidos no projeto. Ao longo destes anos houve, da parte da Direção do Agrupamento uma perspetiva de estabilidade na estrutura base do projeto, o que fez com que mesmo com a alteração dos professores e alunos de um ano para o outro, as suas dinâmicas mantinham-se e consolidavam-se. Entendo que estas articulações dos elementos envolvidos no projeto garantiram qualidade do mesmo. Desta forma é fácil concluir que a articulação entre as diferentes estruturas tem sido exemplar.

Funcionamento e dinâmicas da UAARE

Quais têm sido os maiores desafios na implementação do programa na vossa escola?

Todo o projeto em si foi desafiante, no entanto os maiores desafios aconteceram nos primeiros anos, em que foi necessário criar rotinas e consolidar praticas para os alunos que tinham outros ritmos de trabalho e outras dinâmicas dentro e fora da escola, ou seja, como atletas ou como estudantes. 

Nessa fase foi necessário alterar alguns dos procedimentos e mobilizar a Comunidade Educativa para esse efeito. A partir daí o grande desafio foi consolidar e melhorar esses procedimentos em função dos grupos de alunos que iam chegando, fazendo os possíveis para que esses alunos fossem aqui bem acolhidos. Ao longo destes anos sentimos que efetivamente este foi um desafio ganho.

Há alguma prática ou estratégia que considere diferenciadora na vossa UAARE?

A UAARE do Agrupamento de Escolas de Ponte de Sor foi marcada pela sua proatividade, prevendo as dificuldades que os alunos em cada momento podiam apresentar, em função das exigências do CNT (Centro Nacional Treino da FPB) e dos desafios que daí resultavam. Em resultado desta proatividade e de respostas atempadas e consistentes, os alunos foram manifestando níveis de aprendizagem e desempenho acima da média, fazendo com que as taxas de sucesso e aproveitamento escolar se aproximassem da excelência.
Apesar das situações de cada aluno, a equipa da SEAM, tiveram sempre a visão e a capacidade de fazer com que nenhum aluno ficasse afetado nas suas aprendizagens. Desta forma, esta estrutura de apoio a alunos manifestou-se como um espaço educativo a replicar em algumas escolas deste Agrupamento.

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Como caracteriza o perfil dos alunos-atletas da escola?

O perfil dos alunos que frequentavam e estavam integrados na UAARE e particularmente os que estavam integrados no CNT eram alunos com perfil pessoal e académico muito exigente e como tal, alunos com métodos de trabalho muito consistentes e por isso os seus resultados escolares apresentavam-se acima da média. Em termos globais considero que estes alunos ao longo destes anos apresentavam um perfil pessoal e académico exemplar, o que faz com que fossem acarinhados por toda a Comunidade Educativa, o que  facilitou a sua integração.

Visão estratégica e futuro

Que metas e ambições tem para o futuro da UAARE no AEPS?

As nossas ambições para a UAARE estão consolidadas na medida em que esta estrutura se revelou como uma estrutura de apoio aos alunos aletas e a outros a que seja necessário dar apoio no contexto educativo.

Independentemente do que venha a acontecer com CNT de Basquetebol é nossa intenção manter a UAARE na medida em que esta se apresenta como uma mais valia formativa para apoiar os alunos nas suas aprendizagens. Assim e apesar de nesta altura se saber que o CNT de Basquetebol vai encerrar, é nossa intensão manter a UAARE, na medida em que pode estimular sinergias educativas que podem vir a estimular interesses e competências desportivas em alunos que praticam diferentes modalidades em clubes locais.

Que mensagem gostaria de deixar a outras escolas que ponderam integrar o Programa UAARE?

A existência de uma UAARE é sempre uma mais valia educativa que será tanto ou mais desafiadora e estimulada em função dos alunos que a frequentem. Neste sentido tivemos a felicidade de a nossa UAARE, ao longo dos anos, ter sido frequentado por alunos praticantes ao nível da alta competição na modalidade de Basquetebol. 

Para estes alunos, esta estrutura teve uma importância determinante nos seus percursos escolares e desportivos. Esperamos que agora, com o encerramento do CNT, esta estrutura de apoio continue a ser determinante para os alunos que a frequentam.

E aos alunos-atletas que procuram conciliar sonhos académicos e desportivos?

A importância da UAARE consolidou-se precisamente no facto de ajudar e possibilitar a conciliação entre o sonho desportivo e o sonho académico. Neste sentido consideramos que a nossa UAARE cumpriu efetivamente a sua função, sendo nossa expectativa que, num contexto diferente, continue a cumprir esse objetivo.

Um balanço final...

Apesar de estar na iminência o incompreensível encerramento do CNT de Basquetebol de Ponte de Sor, por decisão unilateral da Federação Portuguesa de Basquetebol, entendemos que o balanço deste projeto ao longo destes anos é muito positivo, o que torna ainda mais incompreensível a decisão antes referida. 

O CNT de Ponte de Sor tornou-se uma referência formativa no interior do país, sendo mesmo fator de coesão territorial a nível desportivo. Paralelamente a UAARE associada a este CNT também ela se tornou uma referência formativa no contexto da formação académica destes alunos.  

Se por um lado lamentamos e discordamos da decisão de encerramento deste CNT, na medida em que terá impacto na atração de talentos desportivos, por outro lado as aprendizagens e experiências realizadas ao longo destes anos certamente vão possibilitar que das cinzas deste CNT possam surgir outras dinâmicas desportivas com impacto na formação desportiva em diferentes modalidades a nível local. Se é certo que se fechou uma porta estamos convictos que outras tão ou mais desafiantes e ambiciosas se podem abrir.

Termino com uma palavra de agradecimento à anterior Direção da Federação Portuguesa de Basquetebol pela sua visão estratégica e por ter acreditado que as existências deste projeto no interior do país eram importantes para a divulgação da mobilidade e para atrair talentos para a mesma.

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Quanto à nossa UAARE, estou convicto da continuação da mesma, até porque “Continuamos a ser todos UAARE”.

Obrigado a todos por terem acreditado em nós, apesar de estarmos no interior do pais.

Agradecemos ao Professor Manuel Andrade a disponibilidade e a partilha da realidade da UAARE do Agrupamento de Escolas de Ponte de Sor. Desejamos a toda a comunidade educativa a continuação de um trabalho de excelência na promoção da carreira dual, certos de que a UAARE continuará a afirmar-se como uma referência no apoio aos seus alunos-atletas.

Capítulo UAARE - Federações desportivas

Federações

 

FPN

Numa lógica de dar voz às diferentes modalidades que integram o universo desportivo dos alunos-atletas UAARE, a presente edição da newsletter centra-se na Natação, uma das modalidades mais representativas do desporto português e uma referência incontornável no panorama do alto rendimento nacional.

Presente em todo o território, com uma forte implantação ao nível da formação e da competição, a Natação distingue-se pela exigência técnica, física e psicológica que coloca aos seus praticantes desde idades muito jovens. Os percursos de desenvolvimento desportivo nesta modalidade implicam elevados volumes de treino, uma gestão rigorosa do tempo e uma capacidade de compromisso que desafia diariamente os jovens atletas a conciliar as suas ambições desportivas com o percurso académico.

Neste enquadramento, a conversa com a Federação Portuguesa de Natação permite-nos conhecer melhor a realidade de uma modalidade que tem contribuído de forma consistente para a afirmação do desporto português, bem como compreender as estratégias desenvolvidas para apoiar o crescimento sustentado dos seus atletas. A formação desportiva, a identificação e acompanhamento de talentos, a preparação para a alta competição e a promoção de ambientes favoráveis ao desenvolvimento integral dos jovens são alguns dos temas que marcam esta reflexão.

Particularmente relevante para a comunidade UAARE é a visão da modalidade relativamente à dupla carreira, reconhecendo que o sucesso desportivo de longo prazo depende cada vez mais da capacidade de assegurar percursos educativos sólidos e equilibrados. A articulação entre clubes, escolas, famílias e estruturas federativas assume, neste contexto, um papel determinante na criação de condições que permitam aos alunos-atletas desenvolver todo o seu potencial.

Mais do que uma modalidade de resultados e recordes, a Natação apresenta-se como uma escola de disciplina, resiliência e superação, onde o esforço quotidiano se transforma em crescimento pessoal e desportivo. É esse olhar abrangente sobre a formação dos jovens atletas que esta entrevista nos convida a conhecer.

Deixamos um agradecimento especial à Federação Portuguesa de Natação e em especial ao seu Presidente, Miguel Arrobas,  mas também ao Ricardo Antunes, à Joana Coata e ao Eduardo marques, pela disponibilidade e colaboração demonstradas, tornando possível esta partilha de experiências e perspetivas que certamente enriquecerá toda a comunidade UAARE.

FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE NATAÇÃO

Natação, Formação e Dupla Carreira

Miguel

1. A Natação tem conhecido um crescimento assinalável em Portugal nos últimos anos. Como caracteriza a evolução da modalidade no panorama desportivo nacional?

A Natação portuguesa viveu, na última década, uma transformação profunda — não apenas em termos de resultados internacionais, mas sobretudo na forma como a sociedade passou a percecionar a modalidade. Passámos de uma realidade relativamente circunscrita a grandes centros urbanos e clubes históricos para uma presença muito mais abrangente, com infraestruturas em todo o país, um maior número de praticantes federados, alimentado pelo projeto Portugal a Nadar. Os resultados em competições europeias e mundiais, com atletas a alcançarem finais e pódios, funcionaram como catalisadores de visibilidade e como prova de que Portugal pode competir ao mais alto nível. 

2. Sendo uma modalidade relevante e com provas dadas no contexto federado português, quais têm sido os principais desafios ao nível da estruturação, formação e competição?

Os desafios são múltiplos e interligados. A nível de estruturação, o grande dilema tem sido garantir coerência e continuidade de um sistema onde coexistem clubes com recursos muito distintos, desde associações com piscinas próprias e equipas técnicas especializadas até pequenos clubes que operam com meios reduzidos, mas com uma paixão e dedicação enormes. Ao nível da formação, o principal desafio é evitar a perda precoce de talentos: muitos jovens com enorme potencial abandonam a modalidade na adolescência, pressionados por exigências académicas ou por falta de apoio adequado à conciliação da sua dupla identidade de atleta e estudante (é um problema transversal a muitas modalidades e a natação não é exceção). No plano competitivo, a Federação tem trabalhado para construir um calendário que proporcione experiências competitivas progressivas e adequadas a cada escalão etário. O equilíbrio entre competição, treino e recuperação é uma arte que exige permanente ajustamento.

3. Que indicadores demonstram que a Natação está a consolidar-se como modalidade, especialmente junto dos jovens?

Os números falam por si: o crescimento consistente do número de atletas federados em idade escolar, o aumento de inscrições nas provas de formação e a proliferação de programas de natação recreativa e competitiva são sinais inequívocos. Há também um fenómeno cultural interessante: a Natação tornou-se uma escolha de prestígio para muitas famílias, reconhecendo-a não apenas como atividade física, mas como escola de valores, disciplina e superação pessoal. Acrescento ainda um outro pormenor interessante que se prende com a natação ser uma modalidade para todas as idades, dos 0 aos 100, verificando-se um crescimento acentuado na categoria master, tanto masculinos como femininos.

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Camila Rebelo - Em 2023, foi a primeira nadadora portuguesa a subir a um pódio mundial. Nesse mesmo ano, foi a primeira portuguesa a apurar-se para os Jogos Olímpicos de Verão de 2024, em Paris. 

FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE JOVENS ATLETAS

1. Que estratégias tem a Federação implementado para captar e formar jovens praticantes?

A estratégia de captação da FPN assenta em dois pilares fundamentais: a aproximação às escolas e a qualificação dos agentes de formação. No que respeita às escolas, temos desenvolvido programas de natação em parceria com as câmaras municipais, procurando chegar a crianças que, de outra forma, nunca contactariam com a modalidade de forma estruturada. No que toca à formação de treinadores, temos apostado na criação de um corpo técnico qualificado, capaz de identificar talentos precocemente e de os acompanhar com metodologias adequadas a cada fase do desenvolvimento. A estas estratégias acresce o papel dos clubes como estruturas de proximidade, pois são eles os primeiros embaixadores da modalidade, e um sistema de competições de formação progressivo.

2. Existe um modelo estruturado de desenvolvimento a longo prazo para jovens talentos na Natação portuguesa?

Sim, e esse modelo é uma das nossas maiores prioridades estratégicas. O Plano de Alto Rendimento da FPN para o período 2025-2028 e o Plano de Carreira da FPN incorporam explicitamente uma visão de desenvolvimento de longo prazo, que reconhece que os grandes atletas se constroem ao longo de anos. Este modelo contempla etapas progressivas, da iniciação ao alto rendimento, com objetivos técnicos, físicos e psicológicos claramente definidos para cada fase. Inclui também mecanismos de identificação e monitorização de talentos, campos de treino para as seleções nacionais de jovens, e um acompanhamento dos atletas com maior potencial. O objetivo não é apenas produzir resultados a curto prazo, mas criar uma linha de continuidade que assegure que Portugal tenha, de forma sustentada, atletas competitivos ao mais alto nível internacional.

3. Como é feito o acompanhamento competitivo e técnico dos atletas em idade escolar?

O acompanhamento faz-se a diferentes níveis, de forma articulada. No plano técnico, os clubes são a estrutura primária de acompanhamento, com o papel central dos treinadores de clube, que conhecem os atletas melhor do que ninguém. A Federação complementa este trabalho através das seleções nacionais de jovens, que reúnem os melhores atletas de cada escalão em estágios, competições internacionais e programas de formação específicos. No plano competitivo, o calendário da FPN inclui campeonatos nacionais para todos os escalões etários, desde o escalão de infantis, permitindo que os atletas em idade escolar tenham experiências de competição de referência. Há ainda um esforço crescente de partilha de informação e metodologias entre os técnicos dos clubes e os técnicos nacionais, criando uma linguagem comum e uma maior coerência no processo de desenvolvimento.

DUPLA CARREIRA E ARTICULAÇÃO COM O PROGRAMA UAARE

1. Na perspetiva da Federação, qual é a importância da conciliação entre percurso académico e carreira desportiva?

Para a FPN, esta conciliação não é uma concessão, é uma convicção. Acreditamos profundamente que um atleta que mantém um percurso académico sólido é, em regra, um atleta mais completo, mais resiliente e com melhor perspetiva de vida a longo prazo. O desporto de alto rendimento é, por natureza, uma atividade com uma janela temporal limitada; a formação académica abre portas que permanecem abertas para sempre. Além disso, os valores que se desenvolvem no estudo, tais como rigor, persistência, capacidade de análise e gestão do tempo, são exatamente os mesmos que fazem um grande atleta. A sinergia entre as duas dimensões é real e poderosa, e cabe às estruturas de suporte, federações, clubes, escolas e programas como o UAARE, criar as condições para que esta sinergia se concretize na vida real dos jovens atletas.

2. Que desafios específicos enfrenta um jovem atleta de Natação na gestão da sua vida escolar e competitiva?

Os desafios são consideráveis e muito concretos. Um nadador de alto rendimento treina, em média, entre 12 e 24 horas por semana, e frequentemente mais, dependendo do escalão e dos objetivos. Acrescem as deslocações para treinos e competições, as fases de intensificação de carga, e os períodos de recuperação. Quando a isto se sobrepõem épocas de avaliação escolar, a pressão sobre o jovem atleta pode ser, e acreditamos que é de facto, enorme. Há também a questão da energia disponível: um atleta que treina de manhã cedo e à tarde, durante horas, chega ao estudo com um nível de fadiga que exige estratégias específicas de gestão. Sem uma rede de suporte adequada, família compreensiva, escola flexível, professores alinhados e treinador sensível a estas dinâmicas, muitos jovens talentos acabam por ter de fazer escolhas que não deveriam ter de fazer. O abandono precoce tem, aqui, uma das suas principais causas. Não temos dúvidas sobre isso!

3. Que papel pode desempenhar o Programa UAARE no apoio aos atletas da modalidade?

O Programa UAARE pode desempenhar um papel verdadeiramente transformador. O que torna este programa especial não é apenas a flexibilidade académica que proporciona, que já por si é importantíssima, mas o facto de criar uma cultura escolar que compreende e valoriza o atleta. Um jovem nadador que estuda numa escola UAARE não precisa de esconder a sua identidade desportiva nem de pedir desculpa por ter de faltar a uma aula para competir num campeonato nacional. Pelo contrário, essa identidade é reconhecida, respeitada e integrada no seu percurso educativo. Aqui, o aluno/atleta é de facto valorizado. Esta normalização tem um impacto psicológico profundo: o atleta sente-se inteiro, sem ter de se fragmentar entre mundos que frequentemente parecem incompatíveis. Para a FPN, parcerias com estruturas como o Programa UAARE são fundamentais para reter talentos na modalidade que, de outra forma, seriam perdidos por incapacidade de gerir a pressão dupla.

4. Considera que modalidades, mesmo que já amplamente implementadas e estruturadas, como a Natação, beneficiam ainda assim de estruturas de apoio como a UAARE?

Absolutamente. Seria um erro pensar que uma modalidade estruturada e com tradição não precisa deste tipo de suporte. A complexidade da vida de um jovem atleta de alto rendimento não diminui com a maturidade da modalidade, na verdade, pode até aumentar, porque as exigências competitivas são mais elevadas, os padrões de performance são mais altos e as horas de treino são maiores. O que muda é talvez a visibilidade do problema: nas modalidades muito estruturadas, há uma tendência para assumir que 'já está tudo resolvido', quando na realidade cada geração de atletas enfrenta os mesmos dilemas fundamentais de conciliação. O Programa UAARE é uma solução para atletas, independentemente da maturidade da sua modalidade. E nesse sentido, a Natação beneficia tanto quanto qualquer outra.

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Natação em águas abertas

5. Que mensagem gostaria de deixar às escolas UAARE relativamente à integração de atletas de Natação?

A mensagem que deixaria é simples: os vossos alunos que praticam Natação de alto rendimento são jovens extraordinários. Escolheram voluntariamente um caminho que exige deles disciplina, sacrifício e uma capacidade de gerir pressão que a maioria das pessoas só desenvolve, e se desenvolver, na vida adulta. Eles chegam às vossas salas de aula cansados, por vezes, mas chegam com uma maturidade e uma determinação que são um recurso pedagógico em si mesmo. Confiem neles! Adaptem o ritmo sem baixar os padrões. E percebam que quando um jovem nadador vos diz que tem de faltar porque vai representar Portugal num campeonato europeu, não vos está a faltar ao respeito, está a ser fiel a um compromisso tão sério quanto o académico. A escola que sabe acolher esse atleta está a formar não apenas um bom estudante, mas um cidadão exemplar. É a nossa convicção na Federação Portuguesa de Natação e a experiência tem demonstrado que este é um caminho que produz frutos, no presente e no futuro de cada atleta.

VISAO ESTRATÉGICA E RECONHECIMENTO DA MODALIDADE

1. Face à visibilidade dada a outras modalidades, a Natação ainda luta por maior reconhecimento institucional e mediático. O que falta para a modalidade atingir um patamar de maior visibilidade?

Esta é uma questão que nos preocupa e que temos abordado internamente com frequência. A Natação tem tudo para ser uma modalidade de grande visibilidade: é transversal, inclusiva, produz resultados internacionais consistentes e tem uma base de praticantes enorme. Alberga ainda disciplinas tão dispares como o polo aquático ou a natação artística. O que falta é, em parte, um trabalho mais sistemático de narrativa, de contar histórias que aproximem o público dos nossos atletas e das suas jornadas humanas. Os media desportivos tendem a seguir os focos de audiência já estabelecidos, criando um ciclo que é difícil de quebrar. Mas há também uma responsabilidade nossa, enquanto Federação, de criar momentos de competição que sejam experiências atrativas para o espetador. Há ainda um trabalho a fazer com as empresas e os patrocinadores, para que percebam que investir na Natação é investir numa modalidade com valores sólidos e uma audiência fiel. Estamos a trabalhar em todas estas frentes, com consciência de que é um processo gradual, mas necessário.

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Polo Aquático/Europeu 

2. Como vê o posicionamento internacional de Portugal no contexto europeu e mundial da Natação?

Portugal tem afirmado progressivamente a sua presença no panorama europeu e mundial, com atletas a atingirem finais europeias e mundiais. Não somos uma potência de primeiro plano a nível mundial, mas somos uma referência crescente, especialmente considerando a nossa dimensão demográfica e os recursos disponíveis, nomeadamente disponibilidade de piscinas olímpicas (50m) e disponibilidade financeira. Nos próximos anos, o objetivo é consolidar esta presença e criar condições para que, ciclicamente, tenhamos atletas com capacidade de disputar medalhas em competições europeias e de alcançar finais mundiais (e porque não olímpicas). Para isso, é essencial manter o investimento no alto rendimento, aprofundar as parcerias internacionais e continuar a desenvolver uma cultura de excelência que começa na formação de base.

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Natação Artística

3. Acredita que poderemos assistir, num futuro próximo, ao surgimento de mais atletas portugueses de referência internacional na modalidade?

Tenho uma convicção genuína de que sim, e essa convicção não é baseada em otimismo voluntarista, mas na análise concreta do que está a acontecer na nossa base de formação. A qualidade dos jovens atletas que hoje estão no escalão de juvenis e juniores é, objetivamente, superior à de gerações anteriores. Os tempos são melhores, a maturidade técnica é maior, e há uma mentalidade competitiva mais desenvolvida. O que nos falta, por vezes, é dar a esses atletas o suporte necessário para fazerem a transição para o alto rendimento sénior sem perdas pelo caminho, e é aqui que o trabalho sistémico da Federação, em conjunto com os clubes e com estruturas de apoio como o Programa UAARE, é determinante. Se conseguirmos reter os nossos talentos, desenvolvê-los de forma coerente e proporcionar-lhes as condições de treino e de vida que merecem, os resultados virão. Tenho disso muito pouca dúvida.

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Nadador Tomás Cordeiro

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 Gabriel Lopes – Nadador olímpico que representou Portugal em Tóquio 2020.

DIMENSÃO HUMANA E FUTURO

1. O que distingue, em termos de valores e perfil humano, um jovem atleta de Natação?

A Natação tem uma particularidade que a distingue de muitas outras modalidades: é um desporto essencialmente individual, praticado num ambiente em que o atleta está só consigo próprio durante longas horas de treino. Esta solidão tem um efeito formativo profundo: o nadador aprende a conhecer-se a si mesmo, a gerir o desconforto, a encontrar motivação interna quando não há multidões a aplaudir. Isso cria um perfil humano muito específico, pessoas com uma elevada capacidade de autorregulação, uma honestidade consigo próprias acima da média, e uma relação muito pragmática com o esforço e o resultado. Ao mesmo tempo, e paradoxalmente, os nadadores são atletas de equipa que sabem celebrar o sucesso dos outros e que desenvolvem, no contexto dos seus clubes, laços de pertença muito fortes. É esta combinação, autonomia individual e sentido de equipa, que torna o jovem atleta de Natação um perfil humano excecional.

2. Que competências pessoais considera que a prática da Natação desenvolve e que são transferíveis para a vida académica e profissional?

As competências são muitas e profundas. A gestão do tempo é talvez a mais imediata: um jovem que treina todos os dias antes ou depois da escola aprende, por necessidade, a ser extremamente eficiente com as suas horas. A tolerância à frustração é outra competência central, na Natação, os resultados demoram a aparecer, os retrocessos são frequentes, e é preciso uma enorme capacidade de persistência para continuar a trabalhar quando os progressos não são visíveis. A capacidade de trabalhar sob pressão, de fazer o melhor possível num momento determinado, é uma competência de gestão emocional que tem aplicação direta em contextos académicos de avaliação e em situações profissionais de alta exigência. E há ainda a humildade, a piscina é um professor severamente honesto, e os atletas que nela crescem aprendem cedo que o ego não nada sozinho.

3. Que conselho deixaria a um aluno-atleta UAARE que esteja a iniciar o seu percurso na modalidade?

Diria, antes de mais, que abraçasse a totalidade do percurso, não apenas as vitórias e os recordes pessoais, mas também os dias difíceis, o treino exigente, as provas que não correram como esperado. É nesses momentos que se constrói o carácter que vai durar toda a vida. Depois, diria que nunca deixasse de ser um estudante curioso e comprometido, não como obrigação externa, mas porque a educação é o maior recurso que alguma vez vai ter. Um atleta que é também um bom estudante tem duas vidas dentro de uma, e isso é um privilégio raro. Por fim, diria que pedisse ajuda quando precisasse, aos treinadores, aos professores, à família, ao programa UAARE. Os grandes campeões não chegaram lá sozinhos. Souberam construir ao seu redor uma equipa de pessoas que acreditavam neles. Esse é talvez o maior talento de todos: saber receber suporte e transformá-lo em excelência.

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Boas práticas - Iniciativas que vale a pena conhecer…

Boas Práticas

Boas Práticas: aprender com o que fazemos melhor

Todos os dias, nas escolas UAARE de norte a sul do país, são desenvolvidas iniciativas que procuram responder, de forma criativa e eficaz, aos desafios colocados pela carreira dual dos alunos-atletas. Muitas destas práticas acontecem discretamente, longe dos holofotes, mas produzem um impacto muito significativo no desenvolvimento académico, desportivo, pessoal e social dos jovens que acompanhamos.

Nesta edição, destacamos apenas alguns exemplos desse trabalho: a auscultação dos alunos-atletas para melhor compreender as suas necessidades; a promoção da saúde mental e da autorregulação emocional; a reflexão sobre o erro e o medo de errar; a educação para os valores do desporto e para o respeito pelos diferentes agentes desportivos; ou ainda a aproximação dos alunos a contextos de excelência no alto rendimento e no ensino superior. São iniciativas diferentes, mas unidas por um objetivo comum: colocar os alunos-atletas no centro da intervenção educativa.

Naturalmente, muitas outras boas práticas poderiam integrar estas páginas. A diversidade, a qualidade e o compromisso demonstrados diariamente pelas equipas UAARE tornam impossível reunir, num único espaço, tudo aquilo que é realizado ao longo do ano letivo. Por isso, antes de mais, estas páginas constituem um merecido aplauso a todos os profissionais que, com dedicação e criatividade, constroem respostas que fazem a diferença na vida dos seus alunos-atletas.

Ao dar um destaque mais alargado a estas experiências nesta última edição da Newsletter do ano letivo, pretendemos igualmente lançar um convite a toda a rede UAARE: que continue a partilhar, divulgar e refletir sobre as suas práticas. Porque é através da partilha de experiências, da aprendizagem mútua e da inspiração entre pares que continuaremos a crescer e a reforçar a qualidade do trabalho desenvolvido em benefício dos nossos alunos-atletas.

PARTILHAR PARA INSPIRAR.

APRENDER PARA MELHORAR.

Boas práticas que fortalecem a rede UAARE.

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Escutar os alunos antes de agir

Ouvir os alunos-atletas é uma das formas mais eficazes de compreender os desafios que enfrentam diariamente. Ao inquirir os seus alunos sobre a gestão do tempo e as estratégias utilizadas para conciliar treino e estudo, o Agrupamento de Escolas Pinheiro e Rosa desenvolveu uma iniciativa simples, mas de grande relevância. Uma boa prática que evidencia a importância de conhecer a realidade dos alunos para melhor os apoiar, reforçando uma intervenção educativa centrada nas suas necessidades e experiências. 

Aqui ficam as suas respostas e DICAS !

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Estratégias e métodos sugeridos pelos alunos-atletas do AEPROSA

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Fica também uma sugestão: “Estudo em Contrarrelógio”

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UAARE Camilo Castelo Branco aposta no bem-estar emocional dos alunos-atletas “Mente em Jogo: treinar competências emocionais para o sucesso”

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O sucesso dos alunos-atletas depende não apenas da preparação física e técnica, mas também da capacidade de gerir emoções, lidar com a pressão e responder de forma equilibrada aos desafios do dia a dia. Foi com este propósito que a UAARE do Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco, através da psicóloga Alexandra Matos, dinamizou o programa “Mente em Jogo”, centrado na promoção da autorregulação emocional.

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Ao longo de quatro sessões, os participantes tiveram a oportunidade de desenvolver a consciência emocional, conhecer e praticar estratégias de regulação emocional e construir um Plano Pessoal de Autorregulação adaptado às exigências da sua realidade académica e desportiva. O carácter prático da intervenção e a aplicabilidade das ferramentas trabalhadas foram amplamente valorizados pelos alunos-atletas.

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Esta iniciativa constitui uma excelente prática de promoção do bem-estar psicológico, evidenciando a importância de integrar a saúde mental no acompanhamento dos jovens atletas. Ao dotá-los de competências que favorecem o equilíbrio emocional, a confiança e a resiliência, contribui-se para um desenvolvimento mais completo e sustentável, em plena sintonia com os princípios que orientam o programa UAARE.

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Conhecer para Inspirar: uma visita que aproxima os alunos-atletas dos seus futuros possíveis

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Uma das mais importantes missões da UAARE é ajudar os alunos-atletas a olhar para além do presente, permitindo-lhes conhecer diferentes percursos académicos, profissionais e desportivos que possam integrar os seus projetos de vida. Neste sentido, a visita promovida pela UAARE do Agrupamento de Escolas Padre António Martins de Oliveira ao Centro de Alto Rendimento do Jamor e à Faculdade de Motricidade Humana constitui um excelente exemplo de boa prática.

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Ao proporcionar o contacto direto com contextos de excelência no desporto e no ensino superior, esta iniciativa permitiu aos alunos compreender melhor as exigências do alto rendimento, conhecer estruturas de apoio aos atletas e refletir sobre as oportunidades que poderão encontrar após a conclusão da escolaridade obrigatória.

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Particularmente enriquecedor foi o contacto com ex-alunos UAARE atualmente integrados no ensino superior, cujos testemunhos ajudaram a tornar mais próximos e concretos os desafios associados à transição para novas etapas de formação. A partilha de experiências reais revelou-se uma poderosa ferramenta de motivação e orientação, permitindo aos alunos identificar estratégias, dificuldades e oportunidades.

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Mais do que uma visita de estudo, esta iniciativa constituiu uma oportunidade de crescimento pessoal, vocacional e académico. Ao criar pontes entre a escola, o desporto de alto rendimento e o ensino superior, promoveu uma reflexão informada sobre o futuro e reforçou uma das dimensões mais relevantes da carreira dual: a preparação dos alunos-atletas para uma vida plena, dentro e fora do desporto.

Educar para compreender o jogo em todas as suas dimensões - Palestra “Árbitro na Escola” no AE Camilo Castelo Branco

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Promover o sucesso dos alunos-atletas implica também educar para os valores que sustentam a prática desportiva. O respeito pelos adversários, treinadores, árbitros e pelas regras do jogo constitui uma dimensão essencial da formação desportiva e humana dos jovens. Foi neste enquadramento que a UAARE do Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco promoveu a palestra “Árbitro na Escola”, dirigida sobretudo aos alunos-atletas das modalidades de jogos desportivos coletivos.

Dinamizada por Patrícia Carneiro, árbitra de elite do Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Braga, a sessão proporcionou aos participantes uma oportunidade privilegiada para compreender melhor a realidade da arbitragem e os desafios inerentes à tomada de decisão em contexto competitivo. Através da análise de situações concretas de jogo e da reflexão sobre diferentes interpretações dos lances, os alunos foram convidados a olhar para a competição de uma perspetiva diferente daquela a que habitualmente estão habituados enquanto atletas.

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Esta iniciativa constitui uma excelente prática de educação para os valores do desporto, promovendo a empatia, o fair play e uma maior valorização do papel dos árbitros. Ao ajudar os alunos-atletas a compreender a complexidade das decisões tomadas em frações de segundo e a importância de todos os agentes desportivos para o normal funcionamento das competições, contribui para a formação de jovens mais conscientes, respeitadores e preparados para viver o desporto de forma mais equilibrada e responsável.

II Encontro dos alunos UAARE do 2º ciclo: Aprender a lidar com o erro: uma competência para o desporto e para a vida

O desenvolvimento de um aluno-atleta não depende apenas das suas capacidades físicas e técnicas. A forma como lida com a pressão, a frustração e o erro constituem igualmente um fator determinante para o seu crescimento desportivo e pessoal. Neste sentido, o II Encontro dos Alunos UAARE do 2.º ciclo, promovido pela UAARE do Agrupamento de Escolas João de Meira, constitui um excelente exemplo de boa prática.

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Dedicado ao tema do erro e do medo de errar, o encontro proporcionou aos alunos-atletas um espaço seguro de reflexão, partilha e aprendizagem sobre uma realidade comum a todos os que competem. Através de dinâmicas orientadas pela Psicóloga UAARE, Dr.ª Inês Gonçalves, os participantes foram convidados a reconhecer emoções, identificar desafios e desenvolver estratégias que lhes permitam responder de forma mais equilibrada aos momentos de maior pressão.

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Particularmente relevante foi a construção do “Meu Kit Pessoal para Lidar com o Erro”, uma ferramenta prática que incentiva cada aluno a refletir sobre os recursos pessoais que pode mobilizar perante dificuldades e contratempos. Ao promover competências de autorregulação emocional desde os primeiros anos de participação no programa, esta iniciativa contribui para a formação de atletas mais resilientes, confiantes e preparados para enfrentar os desafios da competição.

Mais do que ensinar a evitar o erro, esta prática ajuda os alunos a compreendê-lo como uma oportunidade de aprendizagem e crescimento, reforçando uma das dimensões mais importantes da missão da UAARE: formar jovens capazes de enfrentar os desafios do desporto, da escola e da vida com equilíbrio, responsabilidade e confiança.

 

EX Alunos

Na continuidade do propósito da newsletter nacional UAARE em dar visibilidade aos percursos de excelência dos seus alunos ou antigos alunos-atletas, damos voz, nesta edição a Afonso Rebelo, aluno-atleta da modalidade de equitação de obstáculos, que integra a UAARE do AERBP desde o 7.º ano de escolaridade. 

O percurso de Afonso Rebelo constitui um exemplo particularmente elucidativo da importância que a UAARE pode assumir na vida de um aluno-atleta. 

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Integrado no programa desde o 7.º ano de escolaridade, Afonso desenvolveu uma carreira desportiva marcada por uma intensa participação em estágios, competições nacionais e internacionais e longos períodos de ausência da escola, exigências inerentes à prática da equitação de obstáculos ao mais alto nível.

Num contexto desta natureza, a conclusão do Ensino Secundário dificilmente teria sido possível sem a intervenção articulada da equipa UAARE. O acompanhamento próximo do Professor Acompanhante, o apoio da equipa SEAM, a disponibilidade dos professores e a capacidade da escola para encontrar soluções ajustadas às necessidades do aluno permitiram ultrapassar obstáculos que, noutro enquadramento, poderiam comprometer seriamente o seu percurso académico.

Particularmente significativo é o facto de Afonso ter já definido o seu projeto de vida profissional, ligado ao trabalho com cavalos, como tratador e treinador, não perspetivando o prosseguimento de estudos no ensino superior. Ainda assim, a conclusão do Ensino Secundário constitui uma etapa fundamental do seu percurso pessoal e profissional, conferindo-lhe competências, qualificações e oportunidades que o acompanharão ao longo da vida.

O seu testemunho demonstra que a missão da UAARE vai muito além da promoção do sucesso escolar.

Trata-se de garantir que jovens atletas, mesmo quando sujeitos a elevadas exigências competitivas, possam concluir a sua formação académica e construir percursos de vida mais sólidos, completos e sustentáveis. No caso de Afonso Rebelo, esse objetivo foi plenamente alcançado.

Em entrevista com a Professora Ana Guerreiro (SEAM), eis o que o nosso cavaleiro nos disse:

UAARE -Como começaste o teu percurso desportivo?

Afonso - A minha família sempre esteve ligada aos cavalos e eu sempre gostei. Tive a minha primeira prova aos 3 anos de idade.

UAARE - O que te levou a escolher esta modalidade (Saltos)?

Afonso - Como cresci no mundo dos cavalos, sempre tive uma grande paixão por eles e pela modalidade. Sempre foi uma atividade familiar e tive sempre contacto com o hipismo.

UAARE - Qual foi o momento mais marcante na tua carreira?

Afonso - Apesar de ser ainda novo, tenho 17 anos, já tive diversos momentos marcantes, mas posso destacar o meu 1º campeonato da Europa, 2021, em Portugal.

UAARE - Quando é que entraste para a UAARE?

Afonso - Entrei quando frequentei o 7º ano, ou seja, em 2021.

UAARE - O que significa para ti a UAARE e em que medida é que te ajudou?

Afonso - Para mim, a UAARE significa uma oportunidade fundamental para conseguir equilibrar a minha vida académica com a prática do desporto de alto rendimento. Fazer parte deste programa permitiu-me continuar a investir na minha carreira desportiva sem descurar os estudos, algo que seria muito mais difícil sem este apoio. Como tenho de faltar algumas vezes, a UAARE ajudou-me principalmente na organização do meu tempo, na flexibilização do horário escolar e na compreensão por parte da escola relativamente às exigências dos treinos e competições. Além disso, deu-me um acompanhamento mais próximo, o que contribuiu não só para o meu rendimento desportivo, mas também para o meu crescimento pessoal, tornando-me mais responsável, disciplinado e focado nos meus objetivos. 

Afonso 3

UAARE - Qual a maior dificuldade que já enfrentaste, quer como estudante, quer como atleta?

Afonso - A maior dificuldade que enfrentei, tanto como estudante como atleta, foi conseguir gerir o tempo e a pressão associada às duas áreas. Houve momentos em que tive de conciliar treinos intensivos, competições exigentes e deslocações longas com testes, trabalhos e responsabilidades escolares, o que nem sempre foi fácil. Essa exigência constante obrigou-me a abdicar de tempo livre e a manter um elevado nível de concentração e disciplina. Recordo-me de um momento especialmente difícil, que foi a lesão do meu cavalo. No entanto, essas dificuldades ajudaram-me a crescer, a tornar-me mais organizado e resiliente, ensinando-me a lidar melhor com o cansaço, a frustração e os desafios do dia a dia, tanto dentro como fora do desporto.

UAARE - Quais são os teus objetivos a curto prazo?

Afonso - No próximo mês de agosto há uma competição da Europa, na Alemanha, eu gostaria de ficar selecionado.

UAARE - E a longo prazo, onde gostarias de chegar?

Afonso - A longo prazo gostaria de continuar a representar Portugal e a ganhar provas a nível mundial. Também gostaria de continuar a trabalhar como tratador e treinador de cavalos.

UAARE - O que dirias a quem está a pensar juntar-se à UAARE? 

Afonso - A quem está a pensar juntar-se à UAARE, diria que é uma excelente oportunidade, mas que exige compromisso e responsabilidade. Esta unidade oferece condições muito importantes para conciliar a escola com o desporto de alto rendimento, mas o sucesso depende sobretudo da dedicação e da capacidade de organização de cada atleta. É um percurso desafiante, com momentos exigentes, mas também muito recompensador. Para quem realmente gosta do que faz, está disposto a trabalhar e a acreditar nos seus objetivos, a UAARE pode ser uma grande ajuda para crescer, tanto como atleta como como pessoa. Poderei dizer que sem este auxílio a conclusão dos meus estudos secundários seria praticamente impossível, pois tem sempre professores disponíveis. Os professores têm um papel fundamental no meu percurso enquanto aluno-atleta. São eles que, muitas vezes, demonstram compreensão, flexibilidade e apoio face às exigências do desporto de alto rendimento, ajudando-me a manter o equilíbrio entre a escola e a carreira desportiva. 

Afonso 4

O acompanhamento, a disponibilidade para esclarecer dúvidas e a capacidade de adaptação às minhas necessidades fizeram toda a diferença, não só no meu rendimento académico, mas também na minha motivação. O apoio dos professores permitiu-me sentir que não estava sozinho neste percurso exigente e contribuiu para que conseguisse continuar a evoluir, tanto a nível escolar como desportivo.

Desejamos ao Afonso Rebelo as maiores felicidades no seu futuro profissional. A UAARE acompanhará com orgulho o seu caminho, certa de que terá muitos sucessos. 

Em foco…

Reconhecer, inspirar, continuar

Nesta edição, damos destaque a alguns alunos-atletas UAARE cujos percursos merecem ser reconhecidos e partilhados. São histórias marcadas pela dedicação, pela persistência e pela capacidade de conciliar as exigências da vida académica com os desafios do desporto de alto rendimento.

Cada conquista aqui apresentada representa muito mais do que um resultado desportivo. Reflete anos de trabalho, de compromisso e de superação, bem como o contributo das famílias, escolas, professores, treinadores e demais estruturas que acompanham estes jovens ao longo do seu percurso.

Ao dar visibilidade a estes exemplos, procuramos reconhecer o mérito dos seus protagonistas e, simultaneamente, inspirar toda a comunidade UAARE. Porque cada percurso de sucesso reforça a convicção de que a carreira dual é um caminho possível e porque cada conquista alcançada constitui também um motivo de orgulho para todos aqueles que diariamente contribuem para o desenvolvimento integral dos nossos alunos-atletas.

Dalila Navio: quando o talento ultrapassa fronteiras

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O percurso de Dalila Navio, aluna-atleta UAARE do AECCB e bailarina da ARTIS – Academia de Bailado de Vila Nova de Famalicão, constitui um exemplo inspirador de dedicação, disciplina e procura constante da excelência. Ao longo deste ano, a jovem destacou-se em contextos internacionais de grande exigência, afirmando-se entre jovens talentos oriundos de diversos países.

Entre as distinções alcançadas, destacam-se a seleção para o Summer Intensive da Paris Opera Ballet School, após um processo altamente competitivo, e o convite para integrar o Ballet Trainee Program da prestigiada Joffrey Ballet School, em Nova Iorque, acompanhado da atribuição de uma bolsa de estudo de mérito.

DN 2

Mais do que o reconhecimento do seu talento artístico, estas conquistas refletem um percurso construído com muito trabalho, perseverança e capacidade de conciliar a formação académica com uma exigente preparação artística. O exemplo da Dalila demonstra que a excelência se constrói diariamente e constitui um motivo de orgulho para toda a comunidade UAARE.

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Leonor Almeida e Catarina Freitas: o talento constrói-se todos os dias

As alunas-atletas Leonor Almeida e Catarina Freitas, da UAARE do Agrupamento de Escolas Rio Arade (AERA), constituem exemplos inspiradores de como o talento, quando acompanhado por dedicação, disciplina e trabalho consistente, pode abrir caminho a oportunidades de excelência em contextos internacionais de elevada exigência.

Ao longo dos últimos anos, ambas têm vindo a desenvolver os seus percursos artísticos com grande empenho, conciliando as exigências da formação académica com uma prática intensiva da dança. Numa área onde a procura da perfeição técnica e artística é permanente, cada conquista alcançada representa o culminar de muitas horas de treino, persistência e capacidade de superação.

A participação de Leonor e Catarina no Youth America Grand Prix (YAGP), uma das mais prestigiadas competições internacionais de dança, constituiu mais um importante reconhecimento da qualidade do trabalho que têm vindo a desenvolver. Num universo altamente competitivo, que reúne jovens bailarinos de diferentes países, ambas se destacaram pelo seu desempenho, conquistando bolsas de estudo para programas internacionais de formação e novas oportunidades de desenvolvimento artístico junto de instituições de referência mundial.

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Mais do que os resultados alcançados, importa valorizar o percurso que lhes permitiu chegar até aqui. Por detrás de cada distinção encontram-se inúmeras horas de dedicação, capacidade de ultrapassar dificuldades e uma vontade permanente de aprender e evoluir. São estas qualidades que transformam o potencial em realização e que permitem encarar cada desafio como uma oportunidade de crescimento.

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Os percursos de Leonor Almeida e Catarina Freitas refletem plenamente os valores promovidos pela UAARE: compromisso, responsabilidade, resiliência e ambição. As suas conquistas constituem motivo de orgulho para a comunidade educativa do AERA e para toda a rede UAARE, demonstrando que o sucesso se constrói diariamente através do trabalho, da paixão e da determinação.

Um ano de conquistas que orgulha a comunidade UAARE

O ano letivo que agora termina ficará certamente marcado como mais uma demonstração da qualidade, da ambição e da capacidade de superação dos alunos-atletas que integram a rede UAARE. Em diferentes modalidades, escalões e contextos competitivos, foram muitos os jovens que alcançaram resultados de elevado relevo a nível nacional e internacional, confirmando que a conciliação entre o percurso académico e a prática desportiva de excelência é não só possível, como pode ser um caminho de sucesso.

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Ao longo da época, assistimos à conquista de títulos nacionais, europeus e mundiais, à participação em campeonatos internacionais de grande prestígio e à afirmação de jovens talentos em modalidades tão diversas como o atletismo, futebol, ginástica, natação, patinagem, ténis de mesa, triatlo, voleibol, wushu, dança e muitas outras. Estes resultados são o reflexo do talento e da dedicação dos próprios atletas, mas também do trabalho desenvolvido diariamente pelas escolas, professores acompanhantes, equipas multidisciplinares, treinadores, clubes e famílias.

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Entre os muitos exemplos que poderiam ser destacados encontram-se os percursos de Maria Cardoso, campeã do mundo de Kempo; Tomás Nunes, campeão europeu de Wushu; Lourenço Cartaxo e Noa Rodrigues, vice-campeões europeus de Ginástica Acrobática; Matilde Antunes, bicampeã da Taça do Mundo de Patinagem Artística; Matilde Gaspar, medalhada em Campeonato do Mundo de Natação Adaptada; Sara Ferreira, Clara Justo, Tiago Souto, Leonor Moutinho, Miguel Bravo, Maria Dias, Daniel Dias, Rodrigo Lourenço, Francisco Rodrigues, Salvador Oliveira e tantos outros alunos-atletas que elevaram bem alto o nome das suas escolas, dos seus clubes e da comunidade UAARE.

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Naturalmente, seria impossível reunir nestas páginas todos os resultados alcançados ao longo do ano. Cada competição, cada convocatória, cada medalha e cada título transportam uma história de esforço, resiliência e compromisso que merece ser valorizada. Mais do que celebrar conquistas, importa reconhecer os percursos que lhes deram origem e o exemplo que representam para todos os jovens que procuram construir o seu futuro através da carreira dual. 

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A todos os alunos-atletas que contribuíram para este extraordinário ano desportivo, a comunidade UAARE deixa uma palavra de reconhecimento e orgulho. Os resultados alcançados são motivo de celebração, mas são sobretudo a prova de que o trabalho, a dedicação e a capacidade de sonhar continuam a ser os maiores aliados do sucesso.

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Destaques das newsletters de escola

A newsletter mensal de escola tem como objetivo melhorar os canais de comunicação interna, tanto na própria escola como entre escolas UAARE. Esta newsletter é preparada pelo/a Professor/a Acompanhante e publicada na plataforma Teams UAARE, no canal geral, sendo assim partilhada com toda a rede nacional de escolas e servindo para fornecer informação a integrar na newsletter mensal nacional. Esta newsletter de escola é também partilhada na plataforma interna da escola para divulgar a atividade da UAARE local junto de alunos-atletas e a equipa de escola, ou mesmo para toda a escola e comunidade, via website ou outros canais existentes.

Nesta secção destacamos algumas informações partilhadas pelas escolas.

Agrupamento de Escolas de Alcochete

AEA1

Agrupamento de Escolas Padre António Martins de Oliveira - Lagoa

AEPAMOL 5.1AEPAMOL 5.2AEPAMOL 5.3

 

AEPAMOL 6.1AEPAMOL 6.2AEPAMOL 6.3

 

AEPAMOL 6.4AEPAMOL 6.5

Agrupamento de Escolas Santa Catarina

AESC 1AESC 2

 

AESC 3AESC 4

Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco

AECCB 6.1AECCB 6.2

 

AECCB 6.3AECCB 4

Agrupamento de Escolas Pinheiro e Rosa

AEPR 5.1

Escolas Secundária Dr. Augusto César da Silva Ferreira

ESACSF 5.1ESACSF 5.2ESACSF 5.3

Agrupamento de Escolas Rio Arade

AERA

Escola Secundária Dr. José Afonso

ESJA 5.1ESJA 5.2ESJA 5.3

Escola Secundária Pedro Nunes

ESPN 5.1ESPN 5.2

Equipa Nacional UAARE

SEAM ND